segunda-feira, 3 de maio de 2010

Mais uma semana...


Mais uma semana que começa...
Que semana será...
Que novidades trará...
Que... se... será...
ou talvez nada...
Not an easy weekend...
Will need to find strength somewhere...

Will need to find a reason...

sábado, 1 de maio de 2010

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Uma Nota de uma Amiga

Prazeres Inúteis


Nos dois últimos séculos, mais coisa menos coisa, o nosso mundo ocidental acreditou na ilusão de que o divertimento é um negócio caro. Trabalhamos arduamente em coisas que não gostamos de fazer de forma a ganhar dinheiro para gastar em coisas que gostamos de fazer.

Pois bem, o prazer inútil ajuda-o a escapar a toda essa confusão dispendiosa e ao desapontamento. O prazer inútil ajuda-nos a evitar elegantemente todo o clamor, agitação e pressão do mundo do trabalha-sem-parar e compra-sem-parar, e a aceder a um mundo de alegria e liberdade. E desfrutar do prazer só pelo prazer pode ser um acto de rebeldia, o que costuma dar um gosto especial.

“Os prazeres ilícitos são proibidos até se tornarem rentáveis”
“Quero lutar por mais prazer, e não por menos sofrimento”
Raoul Vaneigeim

O prazer inútil tem a ver com a autogestão, liberdade, independência.
Quando no verão dormimos uma sesta despreocupada debaixo das árvores de um jardim, estamos a reclamar o nosso direito a viver como escolhemos.
Quando damos um passeio deliberadamente vagaroso pela cidade, e meramente observamos a vida à nossa volta sem nos submetermos à pulsão de comprar, estamos a fazer um protesto agradável contra a sociedade do trabalho e do consumo.

O prazer também pode voltar a ligar-nos à natureza.
Os ociosos adoram a natureza. Não custa nada e é terapêutica.
Algo tão simples como atirar um seixo ao mar numa praia rochosa traz-nos de volta à terra. Ninguém teve de comprar o seixo, ou alugar a água, ou assistir a uma aula de lançamento de seixos. Há seixos de sobra para toda a gente.
A natureza põe as suas coisas à disposição de forma gratuita, ao passo que os prazeres concebidos pelo homem são muito caros.

Precisamos de olhar para as práticas de outros tempos. Quem olha para a história em busca de ideias para a vida actual é com demasiada frequência considerado um romântico ou um nostálgico. Mas fazer o oposto, ou seja, acreditar no futuro, não será um pouco irracional?

A ideia de nos divertirmos pelos nossos próprios meios, usando a nossa criatividade e imaginação em vez de pagarmos a alguém para fazer isso por nós, parece uma abordagem sensata.
Num mundo de labuta, stress e preocupação incessantes, o prazer ocioso pode ajudar-nos a viver de novo, a ter prazer, a desfrutarmos do nosso amor inato pela natureza, a sensualidade e o convívio, sem grande esforço para nós próprios ou para as nossas contas bancárias.

Deitemos fora as grilhetas da vida moderna e entreguemo-nos ao prazer genuíno;

Não corra, ande devagar.

Olhe para cima, sorria e saboreie a sensação da água vinda do céu a refrescar-lhe a cara desgastada pelas preocupações. Quanto mais molhado ficar, mais livre se irá sentir.

Mal se encontre em casa, a pingar o tapete, o riso irá dominá-lo.

Dispa o seu fato completamente encharcado e corra para a casa de banho (tanto melhor se não estiver sozinho).

Está completamente encharcado e grandes pingos de àgua escorrem-lhe pelo nariz.

Seque-se, envolva-se num roupão e devore uns biscoitos acompanhados de uma boa chávena de chá a ferver, deliciando-se no seu sofá!

By Joana Duarte

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Em jeito de diario....


Grande manhã 3º dia de jogging matinal + praia
:)

Grande dia

Baterias recarregadas!!!

Today Happy not complete but Happy!!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Cativa

"Foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu o principezinho com delicadeza. Mas ao voltar-se não viu ninguém.
- Estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? disse o principezinho. És bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Anda brincar comigo, propôs-lhe o principezinho. Estou tão triste...
- Não posso brincar contigo, disse a raposa. Ainda ninguém me cativou.
- Ah! perdão, disse o principezinho. Mas, depois de ter reflectido, acrescentou:
- Que significa “cativar”?
- Tu não deves ser daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os Homens, disse o principezinho. Que significa “cativar”?
- Os Homens, disse a raposa, têm espingardas e caçam. É uma maçada! Também criam galinhas. É o único interesse que lhes acho. Andas à procura de galinhas?
- Não, disse o principezinho. Ando à procura de amigos. Que significa “cativar”?
- É uma coisa de que toda a gente se esqueceu, disse a raposa. Significa “criar laços”...
- Criar laços?
- Isso mesmo, disse a raposa. Para mim, não passas, por enquanto, de um rapazinho em tudo igual a cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. Para ti, não passo de uma raposa igual a cem mil raposas. Mas, se me cativares, precisaremos um do outro. Serás para mim único no Mundo. Serei única no Mundo para ti.(...)Mas voltou à mesma ideia:
- Levo uma vida monótona. Eu caço galinhas e os Homens caçam-me a mim. Todas as galinhas são iguais e todos os Homens são iguais. Por isso aborreço-me um pouco. Mas, se tu me cativares, será como se o Sol iluminasse a minha vida. Distinguirei de todos os passos, um novo ruído de passos. Os outros passos fazem-me esconder debaixo da terra. Os teus hão-de atrair-me para fora da toca, como uma música. E depois, olha! Vês lá adiante os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me dizem nada. E é triste. Mas os teus cabelos são cor de oiro. Por isso, quando me tiveres cativado, vai ser maravilhoso. Como o trigo é doirado, far-me-á lembrar de ti. E hei-de amar o barulho do vento através do trigo...
A raposa calou-se e olhou por muito tempo para o principezinho.
- Cativa-me, por favor, disse ela.
- Teria muito gosto, respondeu o principezinho, mas falta-me tempo. Preciso de descobrir amigos e conhecer outras coisas.
- Só se conhecem as coisas que se cativam, disse a raposa. Os Homens já não têm tempo para tomar conhecimento de nada. Compram coisas feitas aos mercadores. Mas como não existem mercadores de amigos, os Homens já não têm amigos. Se queres um amigo, cativa-me.
- Como é que hei-de fazer? disse o principezinho.
- Tens de ter muita paciência, respondeu a raposa. Primeiro, sentas-te um pouco afastado de mim, assim, na relva. Eu olho para ti pelo rabinho do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, de dia para dia, podes sentar-te cada vez mais perto...(...)
- Vou dizer-te o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
in. “O Principezinho” de Antoine de Saint-Exupéry

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